Missão cumprida
É o momento de agora gritar: VENCEMOS!!!!!!
Por mim, acaba aqui este blog e iniciar-se-á um outro: o Cálice de Cicuta, que iniciará funções em breve e que terá como objectivo «inspeccionar» a acção do novo Governo do PS.
A realidade era triste, agora é feliz. Santana Lopes estava para, mas já não vai, ser primeiro-ministro da República Portuguesa até 2006. Dois anos era muito tempo, mas dois meses também, para estar em depressão. Divirtamo-nos, portanto.
Santanice:
Nos estados de depressão, ocorre lentidão e dificuldade de concentrar a atenção devido à hipo-vigilância e à hipo-tenacidade, sendo que em alguns pacientes pode haver aumento da tenacidade sobre os seus próprios pensamentos de teor negativo e depressivo. Nesses casos verifica-se super-tenacidade e sub-vigilância, pelo que dificilmente o enfermo desvia a atenção da ideia ou do objecto a que se refere o seu estado mental.
Quanto à memória nos estados maníacos, a sua evocação está, via de regra, exaltada. Diante da menor solicitação da consciência, o eufórico tende a reviver uma sucessão ininterrupta de ideias e de imagens mnêmicas, mas as ligações entre as ideias é fraca e fragmentada.
O pensamento do eufórico é extremamente dinâmico, instável, salta sem transição de uma ideia para outra (fuga de ideias) e as evocações se fazem ao acaso. Os actos intencionais estão todos nivelados para cima, têm igual interesse de ânimo e se actualizam com o mesmo grau de consciência. O mundo exterior, as impressões sensoriais, as imagens verbais e as motoras, tudo isto se encontra sob o mesmo plano, tudo é vivido com igual intensidade.
Afectivamente, as tendências anteriormente reprimidas dos pacientes em crises de euforia tendem a se libertar, favorecendo a emotividade e a expansividade exagerada. Os estados afectivos comandam o encadeamento veloz das representações mnêmicas e estas provocam juízos que se expressam eloquentemente. A memória exaltada proporciona frequentes retornos de lembranças agradáveis, suscita pensamentos optimistas, projectos de vida sem uma ordenação adequada. À medida que a excitação maníaca aumenta de intensidade, a hiperevocação automática da memória cresce de modo progressivo.
Com o evoluir do quadro, apesar da pseudo-hiperprodução mental do eufórico, a evocação eloquente e automática da memória, por mais rica e fiel que seja, não serve para mais nada, pois o doente jamais a controla, não escolhe nada de prioritário entre as evocações tumultuosas e as representações incoerentes não podem mais dirigir a actividade no sentido de uma via razoável, prática e objectiva.
Em muitos casos de excitação maníaca observa-se hipermnesia, caracterizada pela revivescência acentuada de lembranças, que fluem à consciência do enfermo em verdadeira avalanche mas, ao contrário de um enriquecimento da memória, como poderia parecer, há sim um verdadeiro tumulto e uma real desordem dessa mesma memória.
Em alguns casos, o paciente está incapacitado para relembrar os factos vividos durante os períodos de crise e, dessa forma, passa a apresentar uma amnésia total ou parcial relativa à fase de agitação maníaca, daí que o paciente Santana Lopes não se recorde daquilo que o Presidente da República lhe disse.»